Seja Bem Vindo!!!

Paz seja Convosco!!!

Depois de quase quatro anos sem nenhuma postagem (Precisamente 3 anos 9 meses e 18 dias), volto a ativa e Louvo a Deus por isso. Foi um período de tribulações, perdas materiais e muito planger. Porém, foi também um período de bençãos, quando ganhei mais três netos (um menino e duas meninas). É no deserto que podemos ter certeza que Deus jamais nos abandona (se fosse o contrário pereceríamos).

Um grande abraço!!!

Pastor Gilberto Pratas


O único caminho

O único caminho

sábado, 23 de abril de 2016

A LOUCURA DA CRUZ


 TEXTO BASE: 1 Coríntios 1:18

Boa Noite povo de Deus. Paz seja convosco.
Hoje queremos meditar sobre um assunto muito importante: a Mensagem da Cruz.
Segundo o dicionário Michaelis da Língua portuguesa a palavra cruz é uma palavra feminina, singular que apresenta os seguintes significados: a) Figura formada por duas hastes que se cortam perpendicularmente;  b) Instrumento de suplício formado geralmente de duas peças atravessadas uma sobre a outra e ao qual, na Antiguidade, ligavam os criminosos condenados à morte;  c) O madeiro em que Jesus Cristo foi pregado. d) Símbolo de redenção para os cristãos; entre outros. 
A cruz é o símbolo universal do cristianismo, mesmo num mundo onde mais e mais ela tem perdido o seu significado. Na Bíblia, Paulo fala aos filipenses que Cristo se fez obediente até a morte, e morte na Cruz. Com isso Paulo refere à cruz como um madeiro na qual o Senhor Jesus foi cravado e morto no Calvário.
Para nós, cristãos, qual é o significado da Cruz de Cristo?
A cruz em si só não tem valor algum, não passa de dois pedaços de madeira de valor insignificante. Ela em si nos trás, muitas vezes, dor, tristeza uma vez que nos lembra a morte de algum ente querido. No entanto, é também um grande sinal da esperança: “Verão aparecer sobre as nuvens o sinal do Filho do Homem” (Mt 24:30). É uma certeza de que aqueles que morreram em Cristo, também ressuscitarão com Ele (Rm 6:4).
Em verdade, a Cruz, representa grandes contrastes: o ódio máximo e o amor maior; o aparente fracasso e a vitória final, já iniciada; a justiça e a misericórdia; as luzes e as trevas; a tristeza da morte e o rebentar das “fontes da alegria de salvação” (Is 12:3). A Cruz é estimulante ao sacrifício, ao heroísmo e ao martírio. É a fonte de inspiração aos missionários  de todos os tempos. A Cruz, nos incentiva a solidariedade com os que sofrem: doentes, encarcerados, injustiçados, excluídos, enfim para todos (e para nós também). O Crucificado é a resposta: “Não temais, eu venci o mundo” (Jo 16:33).
A Cruz é a grande maravilha de um amor sem limites e sem explicações, de um amor humano-divino de total doação. Poderíamos escrever um livro sobre o significado da cruz para os cristãos, porém, o valor máximo da cruz está na Mensagem da Cruz. A cruz é o sinônimo de Cristo crucificado.

É sobre a mensagem da cruz que abordaremos nesta noite. A Mensagem da Cruz vem sendo pregada, de forma simbólica, deste o principio, de Gênesis ao Apocalipse, no velho Testamento como sombras para as coisas futuras e no Novo Testamento a confirmação do sacrifício de Jesus na Cruz. Um sacrifício para muitos sem nenhuma lógica. É verdade, não existe lógica em que alguém deixe um reinado (seu trono) para morrer por um povo pecador. Para nós humanos isso é loucura, porém, é através desta loucura que Deus decidiu nos salvar. Realmente, poucas pessoas entendem a mensagem da cruz! O porquê do sacrifício de Jesus! Poucos entendem que essa loucura foi feita, para que nós não precisássemos ser crucificados naquela cruz.
         Toda a raça humana é formada de pecadores, mas Deus quis salvar alguns deles e para isso Deus teve que sacrificar seu filho, com morte na cruz, para que o sacrifício d’Ele pudesse aplacar a ira de Deus e com isso colocar a disposição de alguns a salvação. Então através desse sacrifício de Cristo podemos chegar a Deus.  Não poderíamos ter acesso ao Pai se Jesus não tivesse morrido na cruz. Não poderíamos ter esperança de salvação se Jesus não tivesse ressuscitado. Essa é a loucura da cruz. Deus não ouviria nossas orações se Jesus não tivesse existido e se sacrificado em uma cruz. Isso é o que significa “loucura” para os homens naturais.
A cruz representa Cristo crucificado. Nosso único e verdadeiro Salvador e Senhor é neste contexto que Paulo fala: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (I Co 1:18).
De maneira simples, posso dizer que aqueles que estão se perdendo são pessoas que não têm Jesus Cristo como seu legítimo Senhor, que não entendem que precisam da salvação e não vêem a necessidade ser submisso a Deus. Para estes a palavra da cruz realmente é uma loucura, pois não compreendem o significado da vinda, morte e ressurreição de Cristo. Não aceitam as coisas do Espírito de Deus, porque lhe é loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (I Co. 2:14).
Por outro lado, nós que somos salvos pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. (I Co 1:23-24).
De uma coisa estou plenamente convencido que a mensagem do evangelho é loucura para aqueles que estão espiritualmente mortos, mas, para aqueles que são chamados, é o poder de Deus e sabedoria de Deus.
Tenho certeza de que Jesus tinha plena consciência de que Sua missão se cumpriria através de Sua morte, Ele sabia que ao vir ao mundo deveria morrer para que se cumprisse a vontade do Pai. Ele sabia que deveria padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia (Mt 16:21). Ele veio para servir e não ser servido e para dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20:28). Ele sabia que sua morte seria por intermédio da Cruz (Jo 3:14). Jesus deixou-se prender e crucificar porque o quis; entregou-se voluntariamente, em cumprimento da vontade do Pai para a salvação dos homens. Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la (Jo 10:17). Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai (JO 10:18). Ele não foi morto por seus inimigos, antes, Ele entregou a própria vida para que com sua morte tivéssemos vida e vida com abundância. Esse sacrifício de Cristo foi aceito pelo Pai que está no céu. Com sua morte, Cristo se tornou um vencedor. 
Ele se tornou maldito em nosso lugar. A morte  de  Jesus foi o mais hediondo crime. Pilatos disse que nenhum crime achava em Jesus (Lc 23:4,14). A culpa dos judeus foi ainda maior (Jo 19:11); crucificaram o Senhor da glória (1 Co 2:8), seu próprio e verdadeiro Rei (Jo 19:15).

 Conclusões que podemos tirar da Mensagem da Cruz. A mensagem da Cruz abre horizontes para aqueles que crêem verdadeiramente que Cristo se tornou homem, habitou entre nós, padeceu, morreu e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos e hoje vive a direita de Deus Pai.

Na cruz, o plano da salvação se completou. Em Gênesis 3:15 tudo começou. Ali Deus declara que sempre haveria na terra duas descendências: a do diabo e da salvação e que o descendente da mulher (Cristo) ferirá a tua cabeça (satanás) e tu lhe ferirás o calcanhar. A grande guerra espiritual da humanidade. Diz que satanás vai ferir o calcanhar, mas que Jesus vai esmagar a cabeça da serpente. Ferir a cabeça foi o que Jesus fez  na cruz do calvário, para que se completasse o plano da salvação. O inimigo foi derrotado por Jesus na cruz. O inimigo não pode mais te controlar, manipular ou humilhar, porque Jesus é o Senhor. Ele triunfou na cruz e Ele nos deu toda herança, na cruz do calvário. Na cruz a obra se completou a respeito da salvação.

Na cruz, Jesus venceu. Paulo disse que a sua Glória estava no fato que aconteceu na cruz do Calvário. Através da morte mais maldita, da morte mais intolerável, Cristo nos resgatou da maldição do pecado e da lei, fazendo-se Ele mesmo maldição em nosso lugar. Jesus nos resgatou e se tornou nosso substituto.
Para que o pecado e a maldição saíssem da nossa vida, era preciso que todos nós passássemos pela cruz, mas Deus não poderia fazer isso. Então, Ele se fez maldito, pegou o meu pecado, o teu pecado, a maldição, o castigo e a dor e trouxe para a Sua vida e encravou tudo na cruz do Calvário. Se não fosse a cruz, não haveria motivo de vida. É por causa dessa vitória de Cristo na cruz que quando oramos, os demônios, os espíritos enganadores e opressores batem em retirada. Veja o que João diz: (Ap. 12:10-12) Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta. Cristo venceu e nós com Ele por causa do testemunho.

Na cruz, fomos redimidos das garras do diabo. E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados. Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. (Ef. 2:1-7). Esse foi o tempo da ignorância em que estávamos nas garras de Satanás. Ele nos resgatou das mãos do inimigo quando esmagou a cabeça da serpente lá na cruz do calvário. Fomos redimidos das garras do inimigo, justificados pelo Sangue, santificados e libertados para sempre.

● A vitória da cruz fez com que a maldição da Lei fosse removida. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê (Rom 10:4). Cristo veio cumprir a lei. Ele se tornou Cordeiro e tirou todos os pecados do mundo. Sua obra foi completa. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rom 8:1). A condenação já foi removida, nenhuma condenação existe, pois temos Cristo Jesus. Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. (Gál  5:1-9). Se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas antigas se passaram e eis que se fizeram novas. (2 Cor 5:17). Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, (Rom. 5:20). Se algo no teu passado te envergonha, te entristece, uma gota do Sangue de Cristo remove todo o pecado e a graça superabunda na tua vida. Isaias 1:18 diz isto: Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Isto foi na Cruz do Calvário.

 A vitória na cruz nos trouxe paz com Deus. Havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro (Col 1:20-23). Cristo fez a paz pela cruz. Na cruz a separação acabou, nós fomos reconciliados. Há paz entre nós e Deus.

● Na Cruz a autoridade do inimigo terminou para sempre. Despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Col 2:15). Com o triunfo de Cristo Jesus o encardido não pode mais entrar na tua vida. Você passou a ser propriedade exclusiva de Deus. Passou a ser o templo do Espírito Santo. A autoridade do inimigo terminou sobre a nossa vida. A igreja foi edificada sobre a Pedra que é Cristo, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

● Na cruz a nossa morte acabou. Jesus disse: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente (João 11:25-26). A palavra é bem clara e diz que ainda que venhamos a morrer fisicamente ainda assim vamos viver eternamente com Cristo Jesus. Quem morre em Cristo Jesus vive eternamente. Aquele que não morre em Cristo Jesus também viverá em eterno sofrimento.

● A pobreza acabou na cruz do calvário. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa (Galátas 3:29). Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos (2 Cor 8:9). Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê (Dt. 8:18). Irmãos não sou eu que digo, mas sim a Palavra Sagrada que confirma e Graças a Deus a pobreza acabou.

 Na Cruz a vergonha terminou. Isaias 61:7 nos revela: Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuireis o dobro e tereis perpétua alegria. Graças a Cruz de Cristo a vergonha acabou. Levanta a cabeça. Diga a Satanás que mesmo sendo imperfeito você é mais do que vencedor naquele que te fortalece.

● O véu se rasgou na Cruz do Calvário. Eis que o véu do santuário se rasgou de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas (Mateus 27:51). Isto quer dizer que o caminho para Deus foi aberto uma vez que rasgando o véu temos acesso para a Sua presença. Hoje, temos acesso ao Pai.  Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel (Hebreus 10:19-23).

● A rejeição foi derrotada. Na cruz Jesus derrotou a rejeição. Naquele momento, ali pregado na cruz, Ele se sentiu rejeitado. Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt. 27:46). Ele sentiu a rejeição do Pai por causa dos nossos pecados. Deus não tem parte com pecador. Ele não poderia falar comigo, falar contigo se fossemos pecadores. Sobre Ele estava os pecados de todas as pessoas de todos os tempos (passado, presente e futuro). Ele sofreu o castigo que nós merecíamos. Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim (Isaias 49:15-16).

         Para terminar, todos nós teremos um dia de prestar nossas contas para com Deus. Muitos terão apenas morte física, outros morrerão fisicamente como espiritualmente. Uma coisa é certa, todos terão um destes dois destinos. Deus providenciou para todos uma saída gloriosa através do sangue derramado por seu filho na cruz do Calvário. Foi um sacrifício perfeito. Cristo veio e morreu e com sua morte na cruz se tornou o sacrifício perfeito por nossos pecados. Ele não veio para que uma história fosse contada a seu respeito, mas, que fosse o mártir na salvação da salvação da raça humana.
         Essa é a verdadeira mensagem da cruz na qual Cristo Jesus foi cravado em uma cruz romana para expiar os pecados daqueles que colocam sua fé Nele. Ele morreu, foi sepultado e ressuscitou dentre ao terceiro dia. Uma obra terminada, completa. Quarenta dias mais tarde, Ele ascendeu aos céus, e hoje, está sentado a direita de Deus Pai. Se você realmente crer nesta mensagem, se arrepender de seus pecados e pedir que Ele o salve, Ele lhe dará a vida eterna. 
Amém

Pregação Realizada na Igreja Fonte de Água Viva.

Laranjeiras do Sul, 07/04/2002

terça-feira, 5 de abril de 2016

UMA NOVA CRIATURA

TEXTO BASE: II Cor. 5:17

O versículo lido nesta noite nos revela claramente que ser um cristão envolve muito mais do que uma simples reforma do coração e da vida. Através dele percebemos que somos salvos pela fé para ser reconciliado com Deus através de Cristo. Percebemos ainda que o propósito divino é a salvação que nos é oferecida através da Cruz de Cristo, para que a graça de Deus possa ser manifesta em nós.
Eu sempre soube que Deus tem um propósito para o ser humano, que como foi dito acima, a salvação. Sempre ouvi falar que esta salvação não dependia de mim, pois é um Dom Gratuito de Deus. Muitas vezes me questionei como isso era possível? O que eu precisaria fazer para isso se tornar real em minha vida? Essas e muitas outras perguntas só vieram a ter uma resposta e um real sentido quando eu realmente compreendi o que era ser um cristão verdadeiro. Observe que eu usei a palavra cristão verdadeiro e não crente, pois crente até o encardido é, todas as pessoas são (crente é aquele que acredita ou crê em algo ou alguma coisa).
Cristão é alguém que está em Cristo.
Estar em Cristo é ter uma nova maneira de pensar, uma nova maneira de agir. É ser constrangido pelo Seu amor e cuidado. É colocar Cristo a frente de todos os nossos desejos, vontades, ambições e necessidades. Acima de tudo é saber que não estamos sós, que Ele está conosco. É saber que mesmo perdendo algumas batalhas ainda assim somos vencedores, mais do que vencedores, porque pelo fato de estarmos n’Ele não nos afastamos da trilha para alcançar nosso objetivo principal que é estar com Ele na eternidade. Ser um cristão é sempre se portar como um vencedor. Um vencedor em Cristo, pois Ele deu sua vida por nós.
● Cristão é ser uma nova criatura.
No homem existe uma natureza pecaminosa. Por isso somos pecadores, fazemos o que é errado constantemente e violamos o padrão de comportamento de Deus. O homem sabe distinguir o certo do errado, e apenas os mais cabeças-duras entre nós negam que agir errado é o mal mais comum de todos. A Bíblia diz claramente que a santidade e a justiça de Deus são os padrões pelos quais seremos julgados e tudo o que for menor que a absoluta perfeição é inaceitável! Assim, todo aquele que fizer alguma coisa errada é culpado de infringir o padrão de perfeição de Deus e é um criminoso condenado. Sua sentença é a morte espiritual eterna.
Porém, se você está em Cristo nova criatura é, então há uma comunhão com Cristo e esta comunhão fará uma transformação em nosso ser. Isto quer dizer que encontramos um novo modo de viver e a vida de Jesus em nós passa a ser tudo para nós e o Espírito Santo nos dirigindo nos dá um sentido real em todas as coisas. Nossa vontade, nossos desejos são de agradar a Cristo, procurando fazer somente coisas boas, andando na Sua luz. Passamos a ser nova criatura. É receber uma vida que busca essa comunhão com o Senhor, formas de agradá-lo, negando-se em cada momento. Cristo dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me (Lucas 9:23). Negar-se é rejeitar práticas que não condizem com a vida em Cristo, é deixar de fazer aquilo que achamos certo e optar em fazer a vontade do Senhor.
Isto significa um desejo ser de viver na dimensão de Cristo. Matar a nossa velha natureza perversa que nos dominava. Ser nova criatura significa ter nascido de novo, nascido de Deus, ter sido gerado pela palavra, ter sido feito novo homem pela fé no ato de Jesus Cristo na Cruz do Calvário, onde Ele nos atraiu, nos fez morrer e ressuscitar em vida nova ao terceiro dia.
Como diz Paulo em II Cor 5:15: “E ele que morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu”. 
Cristão é ter certeza que as coisas velhas já passaram.
Isto quer dizer que tudo aquilo que fazíamos devido a nossa velha natureza pecaminosa são coisas passadas. Nós que éramos escravos do pecado fomos despojados da ira, da cólera, da malicia, das palavras torpes, das mentiras e de tudo aquilo que desagrada a Deus. Agora somos livres. Fomos despidos de velho homem como todos os seus feitos e vestido do novo, uma vestimenta que se renova para o conhecimento, segundo a imagem de Deus.
As coisas velhas já passaram. Todo o pecado, todas as coisas do mundo que praticávamos, lugares, ambientes, pensamentos... Enfim, tudo aquilo que fazíamos, mesmo quando julgamos que tal coisa não tem mal algum, porém não pertencem a Deus.
● Cristão é tomar posse de que tudo se fez novo.
A palavra diz: tudo se faz novo. Isso mesmo é de fato um novo mundo que experimentamos em Cristo.  O nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado (Romanos 6:6). Morremos em Cristo como velhas criaturas e ressuscitamos juntamente com Cristo em uma nova criatura. Tudo o que diz respeito ao homem velho, já não existe mais, está morto, deve ser despojado pela fé na Palavra de Deus.
O novo anula o velho. Ao nos tornarmos novas criaturas recebemos de Deus uma nova vida. Ele perdoa nossos pecados. Somos Criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Ele nos criou para estarmos com Ele por toda a eternidade. E enquanto na carne, temos uma nova mente que dirige o velho corpo através dos novos caminhos traçados por Deus. Não somos mais controlados pela natureza pecaminosa, todas as ambições, esperanças e objetivos mundanos caíram por terra. Fomos renovados e ressuscitados com Cristo para buscar as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado a direita de Deus Pai.
É uma transformação instantânea e completa. O apóstolo Paulo fala desta transformação de forma simples e clara. Ele é um grande exemplo disso. Ele sabia do que escrevia. O Espírito Santo age em todas as áreas e atinge todos os tempos da vida da pessoa alcançada pela graça de Deus.
Uma vez salvo da condenação eterna, desfrutamos o gozo da presença de Deus. A comunhão com o Pai é restabelecida e agora nos tornamos membros da família de Deus, reconciliada, tem a promessa de estar com o Senhor eternamente.
Temos uma nova obra a fazer: servir a Deus de modo aceitável. Desfrutar a alegria de sermos chamados filhos do Deus Altíssimo. Desfrutar a alegria de O Conhecer e a Seu Filho amado Jesus Cristo. Desfrutar a alegria de conhecer a verdade, de sabermos a vontade de nosso Deus. Desfrutar da esperança somente em Deus, renunciando a tudo que diz respeito a nós mesmos. Desfrutar desse novo estilo de vida que nos conduz a novos desafios que o mundo não conhece e não nos pode proporcionar. Desfrutar de nossa condição de agentes transformadores que o mundo lá fora precisa ver em cada um de nós. Desfrutar de seu perdão, deixando-O moldar nossas vidas de acordo com a vontade d’Ele, pois sabemos que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. 
Para encerrar. A velha criatura foi na sua totalidade destruída e instituída a nova criatura no seu lugar. Não ficou nenhum vestígio espiritual da velha criatura ou da velha natureza. Paulo em Gálatas 2:20 diz: Estou crucificado com Cristo, vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim. Esta é a base para que não continuemos no pecado. Este é o grande milagre de Deus: Cristo em mim.
Porém, isto não impede de sermos tentados por Satanás, não impede de passarmos por muitas lutas neste mundo. Não importa o quanto seremos tentados, não importa o tamanho de nossas lutas. A única coisa que importa é que temos a certeza da vitória, porque Cristo é a nossa vida, e com Ele somos mais do que vencedores.
Amem.

Pregação Realizada na Igreja Fonte de Água Viva.
Laranjeiras do Sul- Pr. 21/03/2004. 

sábado, 19 de março de 2016

UMA CERTEZA DE RESPOSTA

TEXTO BASE: SALMO 50:15

Boa noite povo de Deus! Paz seja convosco, Amém.
Quero contar a vocês uma história que li certa vez na Internet: Em indústria têxtil havia um complexo maquinário. Na parede próxima a ele estava pendurada uma placa: “Se os fios emaranharem, chame o supervisor!”
Em um dos turnos, ocorreu o seguinte incidente: os fios enroscaram e a confiante e habilidosa funcionária que operava a máquina começou imediatamente a desembaraçá-los. Porém, quanto mais tentava, mais a situação se complicava. Por fim, exausta e irritada, chamou o supervisor.
– Você tentou desembaraçar os fios, não foi?
– perguntou o supervisor.
– Sim.
– E por que não me chamou como era para fazer?
– Fiz o meu melhor o melhor que pude!
– Então, no futuro, siga as normas.

Quantas pessoas são semelhantes a essa mulher – honestas, trabalhadoras, corajosas – que enfrentam a vida com determinação e que gostaria de resolver tudo sozinha, dar conta de todos os seus problemas. 
Quando passamos por alguma dificuldade ou situação adversa em nossas vidas, procuramos de imediato resolver e nos livrar de tal situação, mas por muita das vezes, nós nos embaraçamos em meio aos problemas e nos angustiamos, achamos que até mesmo não há mais solução; mas porque? Porque tentamos resolver primeiramente com nossas próprias mãos carnais, e em nosso próprio impulso de ser humano.
No mundo atual de hoje, choramos por desemprego, doenças, percas grandes, famílias destruídas pelas drogas, separações e até por poucas coisas choramos. Isso tudo acontece, por não entendermos onde esta a fonte de todas as respostas que queremos. Logo começamos a perguntar para nós mesmos: O que farei agora em diante de todos estes problemas que causei, ou que causaram contra mim!
Uma coisa é certa: o ser humano não gosta de pedir ajuda. Pedir ajuda fere o seu ego e por isso elas se sentem diminuídas, rebaixadas. As circunstancias acabam se tornando tão difíceis que não conseguem mais se desembaraçar das teias tecidas pelo inimigo. E, ainda assim, procuram de todas as formas soluções para os seus problemas.
Porém, na maioria dos casos seus esforços são em vão e ficam desanimados e em situação pior. Muitos se encontram em extrema angustia e opressão. É como se fosse uma panela de pressão, a ponto de explodir. As angustias os sufocam e ficam presas dentro de seu coração.
Quando chegamos ao fundo do poço, quando já não existe nenhuma esperança humanamente falando, quando já não vemos nem mesmo o túnel, como então veremos alguma luz no fundo dele. Então devemos lembrar da placa que diz: CHAME O SUPERVISOR.
O versículo lido nesta noite diz: INVOCA-ME NO DIA DA ANGÚSTIA; EU TE LIVRAREI, E TU ME GLORIFICARÁS. 

INVOCA-ME NO DIA DA ANGÚSTIA. Invocar a Deus tem um propósito: é reconhecermos que Deus vem ao nosso auxilio, e nos livra destes dias maus, de pessoas más. Então nos tornamos pessoas seguras, porque sabemos que a promessa vem de Deus através de sua Palavra, que não falha. Podemos chamar a Deus a qualquer hora, Ele sempre esta disposto a nos ajudar. Nunca ficamos sozinhos, Deus cuida de nós, nos observa e nos protege.
Se Deus está mandado você invocar, clamar, orar porque não fazer. Pare de reclamar e passe a orar agora que Deus está querendo te responder. Todas as vezes que clamamos a Deus por socorro estamos reconhecendo a nossa incapacidade, estamos reconhecendo que temos que ter total dependência da vontade de Deus sobre a nossa própria vontade. Não é motivo de vergonha expormos a Deus as nossas fraquezas, incertezas, angústias, necessidades, dúvidas, medos, complexos, feridas. Com certeza isso é motivo de alegria para o coração de Deus, Ele se alegra em nossa vida quando a ele erguemos as mãos dizendo "eu sem ti nada sou, socorre-me".
Veja o exemplo de Pedro quando andava sobre as águas e começou a afundar. Ele clamou salva-me! Jesus lhe estendeu a mão e logo o segurou. Pedro tomou uma atitude correta, reconheceu que afundava, reconheceu que dependia de Jesus. Poderíamos citar ainda Jô, Daniel na cova dos leões; e os três jovens amigos de Daniel na fornalha; Paulo e tantos outros personagens bíblicos.

EU TE LIVRAREI. Cristo disse: o que vem a mim de modo algum o lançarei fora. Também falou: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33.
Em outras palavras Deus está no falando que na hora da angustia Ele estará conosco, que nós não ficaremos sós. Mesmo que todos a nossa volta nos abandone, Ele jamais nos abandonará. Ele estará conosco e promete nos dar a vitória sobre toda prova e tribulação que passarmos.
Eu citei acima Daniel na cova dos leões, seus três amigos, Paulo e Pedro que passaram por suas tribulações, porém, eles não estavam só; Deus estava com eles. A Angústia deve nos levar mais perto de Deus, e nunca nos afastar d’Ele.
Eles diz, que está conosco na angustia, isto é no sofrimento naqueles momentos em que todos nós abandonam, tenha certeza que Deus está com você. 

E TU ME GLORIFICARAS. O resultado do livramento proporcionado por Deus deve ser sempre a gratidão e o louvor de seu nome. Toda a provação seguida de livramento deve resultar na nossa gratidão a Deus e na glorificação do seu santo nome. Vamos seguir o exemplo de Miriã que após Deus passar Israel pelo Mar Vermelho, livrando-os de Faraó e seu exército, pegou um tamborim e todas as mulheres de Israel glorificaram ao Senhor com danças e tamborins pelo grande livramento.
Aqueles que, na angústia, experimentam o livramento de Deus, abrem as comportas da alma para derramar sua gratidão em torrentes de exaltação e glorificação ao Senhor.
Nesta noite aprendemos três grandiosas verdades: uma ordem, uma promessa e uma reação. A ordem de Deus é: “Invoca-me no dia da angústia”. A promessa de Deus é clara: “Eu te livrarei”. Deus está com seus ouvidos atentos ao clamor do aflito. Finalmente, temos aqui uma reação e uma resposta ao livramento divino: “E tu me glorificarás”. Aqueles que, na angústia, experimentam o livramento de Deus, Quando erguemos ao céu nossa voz no vale da aflição, recebemos o livramento divino e ofertamos nossa adoração àquele que livra, perdoa e salva o seu povo.

Para terminar. A cada manhã, devemos nos levantar sabendo que enfrentaremos tentações ao longo do dia. Por essa razão, devemos tratar nosso coração preventivamente, buscando a presença de Deus por meio da Palavra e das orações. O Inimigo é um leão que ruge ao nosso derredor, mas é possível resistir a ele, vencê-lo e permanecer firmes na fé, com o Senhor ao nosso lado (IPe 5.8).

            Amém!

Pregação Realizada na Igreja Fonte de Água Viva.
Laranjeiras do Sul- Pr. 21/02/2004. 

sábado, 12 de março de 2016

Saindo do Cativeiro



TEXTO BASE: SALMOS 68:6

A palavra cativeiro pode ser definida como sendo o estado ou tempo de cativo, privação da liberdade, pode ser o lugar onde alguém está cativo ou preso, a perda da liberdade, e ainda situação de clausura, Escravidão, jugo e servidão.

Muitas pessoas interpretam esta palavra de forma equivocada, dando ao termo 'escravo' uma conotação de vício ou dependência, como se a pessoa fosse obrigada a infringir as leis de Deus através de um impulso irresistível.

Embora sejamos livres, muitos de nós têm vivido uma vida de escravidão por não conhecer e não obedecer a Deus. O pecado tem escravizado o homem de geração em geração. A Bíblia sagrada nos diz em João 8:34 que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.

Quando uma pessoa comete o pecado, é como se a mesma desse as chaves de sua 'casa' para um assaltante, o qual, voltará em momento oportuno para fazer refém o dono da casa. Este assaltante é o encardido, pois é ele o responsável pela maioria das desgraças - doenças, miséria, assaltos e toda espécie de crimes, desemprego, brigas entre pais e filhos, rompimentos de casais - que acontecem na vida das pessoas. 

Uma coisa é certa: todos nós somos tentados quando atraídos e engodados pela nossa própria concupiscência. Tiago está querendo dizer que nossa mente carnal é inimiga de Deus e isto inclui os desejos da velha natureza humana. Estes desejos podem nos levar a tentação. Isso não significa que a tentação nasce apenas como resultado dos desejos da velha natureza, nem significa que toda vez que alguém for tentado ele será necessariamente atraído e pecará. É evidente que Jesus Cristo em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hebreus 4:15). Jesus foi tentado não porque ele tenha sido atraído pelos desejos da carne e sim o encardido tentou seduzi-lo. Mas ele nem foi seduzido, nem pecou, mas foi tentado em tudo. A tentação é sempre uma obra do tentador, o encardido, diabo, satanás ou qual seja o nome que você queira dar a ele. Ele irá obter o seu propósito, se estivermos atraídos, seduzidos pelos desejos do velho homem, se formos atrás desses desejos, cumpri-los, e pecarmos.

A mente humana é a sede do pensamento. Ela nos dá condições de pensar, imaginar, conhecer, lembrar e entender. Ela exerce um importante papel na vida humana uma vez que o pensamento influencia a ação.

Lembro-me agora da história do elefante acorrentado. O elefante durante o espetáculo faz demonstrações de peso, tamanho e força descomunal que ele tem, mas depois de sua apresentação e até pouco antes de voltar ao picadeiro, o elefante fica amarrado por uma das patas com uma corrente presa numa pequena estaca cravada no chão. A estaca é um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns poucos centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e resistente, eu achava que era óbvio esse animal, capaz de arrancar uma árvore pela raiz com sua força, poder fugir facilmente, puxando a estaca do chão. 

O mistério é evidente: O que faz com que ele fique, então?     Por que não foge? Fiz muitas vezes esta indagação! Tive muitas respostas  sobre esse mistério do elefante. Um deles me explicou porque o elefante era adestrado.

Então, fiz uma pergunta óbvia: Se é adestrado, por que o acorrentam? Não me lembro de nenhuma resposta coerente.

Com o tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca... Há alguns anos conheci, felizmente, alguém que tinha sido sábio o bastante para encontrar uma resposta: O elefante do circo não foge porque sempre esteve preso a uma estaca parecida a essa desde que era muito, muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o recém-nascido à estaca. Tenho certeza de que naquele momento o elefantinho empurrou, puxou e suou, procurando soltar-se. E, apesar de tanto esforço, não conseguiu. A estaca certamente era muito forte para ele.

Poderia jurar que ele dormiu, cansado, e que no dia seguinte tentou de novo, e também no dia seguinte, e no seguinte... Até que um dia, um terrível dia para a sua história, o animal aceitou sua impotência e resignou-se ao seu destino.

Esse enorme e poderoso elefante que vemos no circo não escapa porque acha – coitado – que NÃO PODE. Ele tem o registro e a lembrança da sua impotência, daquela impotência que sentiu logo depois de nascer. E o pior de tudo é que nunca mais voltou a questionar seriamente esse registro. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

Não é diferente com o ser humano. Vivemos acreditando em um montão de coisas “que não podemos ter”, “que não podemos ser”, “que não vamos conseguir", simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos “nãos” que “a corrente da estaca” ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o “sempre foi assim”.

Eu quero nesta noite lhes apresentar três passos para sair do cativeiro:

1. Reconhecer que é cativo.
O livro de Hebreus, diz que Jesus se fez homem "para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte" (Hb 2:14-15). Se você não se considerar preso e escravo da morte e do diabo não dará valor à libertação que Jesus oferece. Passarinho que nasce em gaiola não se considera preso, do mesmo modo como o pior cego é aquele que não quer ver.

2. Nos conscientizemos da obra de Cristo Jesus na cruz.
A obra de Cristo na cruz foi obra completa. Nela somos glorificados porque fomos justificados. Fomos justificados porque fomos chamados e fomos chamados porque éramos predestinados, ou seja, ninguém chega à igreja se Deus não o predestina. Ninguém é salvo e justificado pelo Sangue de Cristo, se não foi conhecido por Deus antes da fundação do mundo, de antemão. Portanto, não somos nós a decidirmos isto. Ele já decidiu por nós. Por isso é que Ele é soberano. Se Deus fosse um ídolo, se Deus fosse um Deus humano, Ele não podia decidir nada por nós, mas ele decidiu.

Pedro diz que nós somos eleitos segundo a presciência de Deus. A palavra presciência quer dizer que a nossa eleição foi uma decisão tomada por Deus, que é Soberano, ou seja, é preciso que nós possamos entender isto com clarividência porque se Deus nos conheceu de antemão e decidiu a nossa vida e nos predestinou, naturalmente, que nós teríamos que ser chamados, justificados e glorificados.  A obra de Deus é de Deus, não é do homem. 

Na cruz do Calvário Cristo completou nossa Insuficiência, Circuncidou nosso Interior, Conferiu para nós uma nova Identidade, Cancelou nossa Iniquidade e conquistou nosso Inimigo. Não pergunte primeiro o que você pode fazer por Cristo; pergunte o que Cristo fez por você.  Gratidão a Ele, e a vida dEle, sendo vivida em nós pelo Espírito, nos dá a motivação para o serviço cristão.  Tudo isso, por causa da obra de Cristo na cruz.

3. Decida tomar uma posição em Cristo.
Um dos maiores desafios que a igreja do Senhor enfrenta nos dias de hoje, é o de se posicionar verdadeiramente em Cristo Jesus, diante do mundanismo que tem entrado pelas portas da igreja, disfarçado de psicologia, de filosofia, de doutrinas humanistas e de muitas atividades e passatempos que são trazidos para dentro da igreja, e que de maneira sutil, vem roubando do povo de Deus o tempo de dedicação à oração. O mundanismo vem roubando a santidade em nome de uma falsa liberalidade, minando a fé do povo, trazendo a incredulidade e a apostasia, roubando a fidelidade a Palavra de Deus. Tirando a honra e Gloria de Deus e as transferindo aos homens.

Esquecem que Deus é Fiel e ainda é, hoje, o único que tem e pode fazer diferença em nossas vidas. Para encerrar quero lembrá-los de que: Há coisas que nunca mudam: o maligno, o invasor continua fazendo prisioneiros, continua roubando, matando e destruindo. 

A boa noticia é: Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente e ver para dar vida e vida em abundancia. Amém!
         





Pregação realizada na Igreja Fonte de Água Viva
Cascavel, 11.07.2004